
O vento tocava sua pele como se fosse alguém a acariciando. Ela se arrepiava a cada toque. As árvores se manifestavam com seus movimentos vagarosos e assustadores. Ela não sabia para que lado ir, estava assustada e presa naquele mundo. Ela mesma havia criado um mundo para se esconder dos seus problemas, um mundo que só existia para ela, mas que se assustava com as suas próprias fantasias e pensamentos. Ela vivia na solidão, trancada nesse mundo, invadido pelos seus pensamentos, o que a fazia chorar ainda mais. O ar frio tocando seu corpo. Ela gritava. Era um grito quieto, um grito de pavor e desespero e que ninguém era capaz de ouvir. Aquilo ia machucando ainda mais a pequena garota, e a cada dia que se passava sua vontade de sair daquele mundo era menor. Estava acabada e cansada dos seus problemas rodarem em volta da sua cabeça. Ela queria paz! Estava exausta, não aguentava e tudo aceitava. Seus problemas iam aumentando, e sua vontade era de se acabar em lágrimas. Emagrecia, pois seu único alimento era sua tristeza. Se remoía naquilo como se fosse a única coisa que necessitava para viver. Não tinha forças para levantar-se e caminhar. Ficava sentada, encostada em uma das inúmeras árvores que existia lá. Estava perdida no mundo em que ela mesma havia inventado. Escuro e triste. Sua vida estava chegando ao fim, seus olhos não queriam mais se abrir, e ela podia apenas enxergar uma pequena luz bem longe, que pouco a pouco chegava perto, até a dominar inteiramente.
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